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BLADE RUNNER
Me lembro quando “Blade Runner” foi lançado nos cinemas brasileiros, em 1982. Eu ainda era um pré-adolescente, e como a censura era 14 anos, tive que falsificar a carteirinha da escola só pra conseguir assisti-lo! Afinal, todo mundo só falava no filme, e olha que era a versão com as narrações impostas pelos produtores. Mas quem se importava? Tava na cara que “Blade Runner” ia sobreviver ao tempo e se tornar um dos maiores cult movies da história do cinema. Melhor ainda que anos depois Ridley Scott teve oportunidade de reeditar o filme, dando a sua versão final, sem a interferência dos produtores. Que é a versão que você confere no Telecine, em todo seu esplendor.
Assista ao meu comentário:
QUANDO VER: Domingo (11.5) – 22h Terça (13.5) – 19h50
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CARTA DE UMA DESCONHECIDA
Confira o meu comentário sobre esse ótimo filme do grande Max Ophüls:
QUANDO VER: Telecine Cult Quinta (8/5) – 20h20 Sábado (10/5) – 11h55 Domingo (15/6) – 16h25
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UM FILME POR DIA (7 a 12/5)
Quarta (7) – 22h – “Temporada de caça”, de Paul Schrader Quinta (8) – 20h20 – “Carta de uma desconhecida”, de Max Ophuls * Sexta (9) – 17h40 – “Por uns dólares a mais”, de Sergio Leone * Sábado (10) – 19h45 – “Fahrenheit 11/9”, de Michael Moore Domingo (11) – 22h – “Blade Runner”, de Ridley Scott * Segunda (12) – 22h – “Old Boy”, de Chan Wook-Park
* devem ser exibidos com meu comentário antes da sessão
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O MUNDO
Para quem ainda não conhece o cinema do badalado diretor chinês Jia Zhang-Ke, nada melhor que começar por seu melhor filme: "O Mundo".
Assista ao meu comentário:
QUANDO VER: Telecine Cult Domingo (4/5) - 22h Terça (6/5) - 19h35 |
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BABEL

Uma boa maneira de ajudar a mente a relaxar, para que “Babel” seja melhor digerido após a tensa e extenuante sessão, é tentar enumerar o maior número possível de mensagens embutidas no filme: a lista seguramente será tão grande quanto a pretensão do diretor Alejandro Iñarritu e do roteirista Guillermo Arriaga. Além da referência à passagem bíblica que dá nome ao filme - quando Deus se vingou dos que tentavam construir uma torre que atingisse os céus fazendo com que os trabalhadores passassem a falar línguas diferentes -, nos três segmentos que se interligam em “Babel” fala-se de solidão, dificuldades de comunicação, falta de solidariedade, aspectos difíceis da paternidade, amadurecimento pessoal, e, no campo político, de paranóia e desgoverno por parte das autoridades americanas.
A vontade de atingir tantos alvos com uma única bala vem da urgência de um discurso pra lá de pessimista, como se os mexicanos Iñarritu e Arriaga vissem neste fecho da trilogia iniciada com “Amores Brutos” e “21 Gramas” a última possibilidade de disparar um tiro certeiro na cegueira política dos EUA e nos malefícios dos efeitos da globalização. Se em “Amores Brutos” homens e cachorros já se igualavam em termos de selvageria, em “Babel” um disparo de espingarda utilizada para matar chacais desencadeia toda a sorte de tragédias. Uma única bala. A utopia de viver num mundo sem armas é tão utópica quanto chegar aos céus construindo uma torre gigante, mas só por desferirem seu petardo em pleno território inimigo (uma vez que “Babel” é estrelado por astros hollywoodianos) Iñarritu e Arriaga já podem se sentir um pouco vitoriosos.
Ideologias à parte, o filme é vigoroso e quase impecável em todos os seus aspectos técnicos. A edição de Stephen Mirrione e Douglas Crise é mais do que eficaz nas idas e vindas dos três eixos principais (ou quatro, se dividirmos a parte marroquina entre o drama do casal de americanos e o da família camponesa local), enquanto a fotografia de Rodrigo Prieto consegue traduzir as angústias de cada personagem em universos tão distintos. Seu trabalho chama a atenção em especial no episódio japonês, já que a surdez e a mudez da personagem fazem com que as referências visuais muitas vezes falem por si mesmas. Como no momento em que, logo após Chieko ser desprezada pelo menino enquanto jogava fliperama, a câmera mostra os pés dela balançando e depois vai subindo até mostrá-la sentada na bancada da pia, no banheiro. É uma referência à forma clássica de filmar pessoas encontradas enforcadas, que sempre começa mostrando o enforcado a partir de seus pés, o que faz com que o espectador de “Babel” associe à personagem a idéia de suicídio, uma grande sacada para transmitir a mensagem a partir de uma única imagem.
A jovem atriz japonesa que interpreta Chieko, Rinko Kikuchi, é o grande destaque em um filme de grandes atuações, algumas delas de não-atores, como a dos meninos marroquinos e seu pai, outras de rostos desconhecidos internacionalmente – como o da atriz de TV mexicana Adriana Barraza, que interpreta a babá Amelia -, além de um Brad Pitt envelhecido. Aliás, vale ressaltar a louvável atitude do superstar Brad Pitt em aderir à causa dos realizadores, aceitando participar do filme, com isso possivelmente atraindo também a atenção de um público acostumado a consumir passivamente coisas como “Sr. e Sra. Smith”.
Se a causa é nobre, os resultados poderiam ter sido ainda melhores se o roteiro de Arriaga não cometesse certos deslizes, sendo o mais grave deles o de forçar uma certa barra para linkar o drama da adolescente japonesa aos outros dois episódios, usando como pretexto o fato de que a arma de onde saiu o tiro foi dada de presente por seu pai a um marroquino que lhe serviu de guia numa caçada turística. Nem mesmo a posterior revelação da possível causa da morte da mãe de Chieko por arma de fogo, reforçando a tese anti-armas dos realizadores, evita a impressão de que o drama de Chieko jamais se conecte ao que se passa no Marrocos ou na fronteira EUA-México. É como se o filme mudasse bruscamente de tom a cada vez que a ação se desloca para o Japão, ganhando ares de drama intimista com mais delicadeza e pausas para reflexão, ao contrário da atmosfera de thriller de ação, de ritmo incessante, que predomina nos outros segmentos.
Se tal fato deixa a impressão de que Iñarritu e Arriaga poderiam ter feito um ótimo filme à parte só sobre Chieko, isso não tira o impacto e a importância de “Babel”, que pode ser reforçada por pequenas coincidências como o fato de Iñarritu ter recebido o Globo de Ouro de Melhor Filme das mãos do governador da California, o ator Arnold Schwarzenegger, que teve que ouvir do diretor uma oportuna piada sobre “seus papéis estarem em dia”, referindo-se à política de linha dura de Schwarzenegger em relação aos imigrantes mexicanos ilegais.
Talvez não caiba aqui ficar fazendo discurso contra a política de imigração americana e suas contradições, mas vale ressaltar um único diálogo do filme que resume com perfeição essa relação problemática EUA-México: é quando Amelia, mexicana que trabalha como babá em San Diego, argumenta que não poderá cuidar das crianças naquele dia porque tem que ir ao casamento do seu filho no outro lado da fronteira, e ouve seu patrão responder: “Preciso que você fique. Cancele o casamento, depois eu pago uma festa mais cara para seu filho”. Simples, não? Ele desliga em seguida, sem dar chance de resposta à sua escrava.
QUANDO VER: Telecine Premium Sábado (3/5) – 22h Segunda (5/5) – 19h25 Sexta (9/5) – 23h50 Domingo (11/5) – 17h35 Quinta (22/5) – 22h
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UM FILME POR DIA (30/4 a 5/5)
Quarta (30) – 22h - “Uma Verdade Inconveniente”, de Davis Guggenheim Quinta (1) – 22h – “Sonhos de Um Sedutor”, de Herbert Ross Sexta (2) – 23h50 (T. ACTION) – “Munique”, de Steven Spielberg Sábado (3) – 22h – “Dias Selvgens”, de Wong Kar-Wai * Domingo (4) – 22h – “O Mundo”, de Jia Zhang Ke * Segunda (5) – 19h25 (T. PREMIUM) – “Babel”, de Alejandro G. Iñarritu
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SOBRE CAFÉ E CIGARROS
Como o vídeo não havia sido digitalizado, no domingo não pude postar aqui o meu comentário do último filme do Ciclo Jim Jarmusch, “Sobre Café e Cigarros”, que vai ser reprisado hoje, às 20h10.
Assista ao comentário:
QUANDO VER: Terça (29/4) – 20h10 Terça (13/5) – 0h15 Quinta (15/5) – 4h
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SERGIO LEONE E “ESTÔMAGO”
E aí, vocês já foram ao cinema pra ver “Estômago”? O filme ainda não chegou aos 30 mil espectadores, número que nos faz refletir sobre a triste situação da exibição cinematográfica no Brasil. Os ingressos caríssimos acabaram fazendo com que cinema passasse a ser privilégio de uma elite econômica cada vez mais pobre culturalmente, que, salvo raras exceções, só vê filme nacional se for comédia boba baseada em séries de TV ou se tiver ator de novela no elenco. Conclusão: os melhores filmes quase ninguém vê.
Mas o objetivo desse post é chamar a atenção para “Quando Explode a Vingança”, a obra-prima de Sergio Leone que passa hoje, às 19h10, no Telecine Cult. Ao assistir a “Estômago” pela primeira vez, no Festival do Rio do ano passado, reparei que havia cenas em que a combinação da música e da câmera lenta lembravam muito os flashbascks oníricos do personagem de James Coburn em “Quando Explode a Vingança”. Escrevi isso na crítica que publiquei no Criticos.com.br na época do Festival do Rio.
Há dois meses, quando estava no júri do Festival de Punta del Este, fui apresentado ao diretor de “Estômago”, Marcos Jorge. Antes que eu comentasse qualquer coisa do filme, ele disse que tinha lido a minha crítica e que tinha gostado muito, porque eu tinha acertado em cheio: ele realmente se inspirou em seu filme preferido, que é “Quando Explode a Vingança”, a ponto de pedir para que o compositor italiano Giovanni Venosta, que assina a trilha, também se inspirasse na trilha de Ennio Morricone para o filme de Leone.
São dois filmaços. Um você pode ver no cinema, e o outro aqui no Telecine Cult.
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VAI DAR BRASIL DE NOVO?
Depois da vitória de “Tropa de Elite” no Festival de Berlim, cresce a expectativa em torno de “Linha de Passe”, o novo filme de Walter Salles e Daniela Thomas, selecionado para a competição do Festival de Cannes. Muita gente lembra de Walter Salles pelo belíssimo “Central do Brasil”, mas aquele que na minha opinião é seu melhor filme foi co-dirigido com Daniela: “Terra Estrangeira”.
Mas não pensem que a parada vai ser fácil: entre os concorrentes à Palma de Ouro, estão os novos filmes de Jia Zhang-Ke, Atom Egoyan, Clint Eastwood, Wim Wenders, irmãos Dardenne, Charlie Kaufman, Philippe Garrel, Lucrecia Martel, Pablo Trapero, Steven Soderbergh, entre outros. O júri será presidido por Sean Penn. Isso pode significar alguma coisa? Vocês têm algum palpite?
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UM FILME POR DIA (23 a 28/4)
TELECINE CULT Quarta (23) – 22h – “The Ground Truth”, de Patricia Foulkrod Quinta (24) – 22h – “Touro Indomável”, de Martin Scorsese * Sexta (25) – 17h45 – “A Queda – As Últimas Horas de Hitler”, de Oliver Hirschbiegel Sábado (26) – 22h – “Edward Mãos de Tesoura”, de Tim Burton * Domingo (27) – 22h – “Sobre Café e Cigarros”, de Jim Jarmusch * Segunda (28) – 19h10 – “Quando Explode a Vingança”, de Sergio Leone *
* poderão ser exibidos com meu comentário antes da sessão
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DEAD MAN
Jim Jarmusch teve o apoio da Miramax para financiar “Dead Man”, estrelado por Johnny Depp. Mas na hora de lançar o filme, a empresa queria meter a tesoura para torná-lo “mais acessível ao gosto popular”. Obviamente que Jarmusch negou, a Miramax boicotou o lançamento e quase ninguém viu o filme. Para alguns críticos, como o respeitável Jonathan Rosenbaum, é a obra-prima do diretor. Eu não chegaria a tanto, mas “Dead Man” é um filme que merece muito ser visto.
Assista ao meu comentário:
QUANDO VER: Domingo (20.4) – 22h Terça (22.4) – 19h45 Quinta (22.5) – 2h15 Sábado (24.5) – 17h25
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O GUARDIÃO
“O Guardião” é o promissor longa de estréia do diretor argentino Rodrigo Moreno. Levou uma enxurrada de prêmios no Festival do Ceará de 2006, no qual fiz parte do júri. Demorou séculos a ser lançado nos cinemas e logo saiu de cartaz. Que bom que agora vocês têm a chance de assistir a esse interessantíssimo filme no Telecine Cult.
Assista ao meu comentário:
QUANDO VER: Telecine Cult Sábado (19.4) – 22h Terça (22.4) – 1h45 Domingo (18.5) – 20h10 Quarta (21.5) – 1h30
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"ESTÔMAGO", O FILME BRASILEIRO DO ANO (ATÉ AGORA)

Há quem diga que “Estômago”, de Marcos Jorge, é o “Cheiro do Ralo” de 2008. O que isso significa? Aquele filme do qual pouca gente tinha ouvido falar, feito por um diretor desconhecido, e que acaba se tornando a grande surpresa do ano. Mas “Estômago” é melhor que “O Cheiro do Ralo”. Há muito tempo o cinema nacional não conseguia produzir um filme com vocação para o entretenimento tão inteligente.
Não há, em “Estômago”, os cacoetes de cinema independente/cult que incomodaram parte da crítica em “O Cheiro do Ralo”, como personagens bizarros que tomam injustificáveis atitudes bizarras para, junto com uma questionável estética publicitária, buscar a adesão da platéia. A história é tão simples quanto singela. Raimundo Nonato (João Miguel) é um retirante nordestino que, chegando em São Paulo, arruma emprego na cozinha de um botequim pé-sujo do Centro, freqüentado por prostitutas. Seu talento para a culinária é logo descoberto pelo dono de um restaurante vizinho, que o contrata e o ensina a enxergar a comida como arte. Paralelamente, o filme mostra Nonato na cadeia, onde divide a cela com outros cinco presos. Quando o temido Bujiú (Babu Santana), o dono do pedaço, descobre seus dotes culinários, ele começa a ganhar status entre os colegas de cela.
O espectador acompanha as duas ações transcorrendo alternadamente, mas não sabe porque Nonato foi parar na cadeia. Deduz apenas que as cenas na prisão retratam o tempo presente, ou seja, o que aquele sujeito puro e de boa índole fez para motivar seu encarceramento só vai ser revelado no final, quando as duas histórias forem concluídas.
Mas o suspense é o que menos importa. O que fascina é a forma como o filme nos faz compartilhar com Nonato a sua descoberta de um mundo que é totalmente novo para ele, mas velho para quem sabe que o gorgonzola não é um queijo estragado e que o vinho deve ficar deitado na adega. Há uma porção de piadas e situações recorrentes que nos fazem rir como se estivéssemos sendo apresentados a elas naquele momento, e isso se deve a um roteiro que utliza primorosamente a palavra como “escada” do gesto. Por exemplo: Nonato escuta muito, e suas reações aos interlocutores, seja com um olhar ou com pequenas interjeições, com seu jeito de falar, é que provocam o riso imediato.
Em grande parte, isso se deve ao talento de João Miguel, que depois de desempenhos elogiados em “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “O Céu de Suely”, agora tem tudo para sair do gueto e trilhar o caminho de Wagner Moura e Lázaro Ramos. Seu desempenho é magnífico, com um timing perfeito para a comédia. Babu Santana é outro ator cômico de mão cheia, e Fabiula Nascimento, que interpreta a prostituta Íria, uma grata revelação.
“Estômago” é o segundo longa-metragem do diretor curitibano Marcos Jorge – o outro é “Corpos Celestes”, co-dirigido com Fernando Severo, que está pronto mas ainda aguarda definição de lançamento. O filme foi feito em regime de co-produção com a Itália, o que talvez justifique a quantidade de referências à cultura italiana. Nonato vai trabalhar num restaurante italiano que se chama “Boccaccio 70”, título de um filme de Fellini. Não é mera coincidência. Há uma atmosfera felliniana que permeia a narrativa, explicitada na personagem Íria, a prostituta glutona.
Pode-se questionar o estranhamento provocado por súbitas mudanças de registro ao longo do filme, em vários momentos, sobretudo quando imagens de preparo de comida surgem em câmera lenta, acompanhadas de música suave, num clima quase onírico. Num filme cheio de referências italianas, isso parece nada mais do que uma bela homenagem ao cinema de Sergio Leone e seus heróis-forasteiros, simples e de soluções engenhosas. O que alguns podem interpretar como a tal da “estética publicitária” soa, isto sim, como uma citação dos flashbacks oníricos que percorrem a obra de Leone, em especial as lembranças de James Coburn na obra-prima “Quando Explode a Vingança”, retratadas em câmera lenta e com a música suave de Enio Morricone, que contrasta genialmente com o restante do filme. “Estômago” provavelmente não será unanimidade. Os rabugentos de sempre irão reclamar que a cadeia é limpinha demais, ou que se ri do estereótipo do imigrante nordestino. Ora, “Estômago” não é tratado sociológico e nem levanta discussões éticas/ideológicas. O único deslize é estético, um desnecessário close de um pedaço de carne humana, perto do final, que poderia ter sido apenas sugerido ao invés de mostrado. Mas que de forma alguma compromete o resultado deste belíssimo filme que sacia nossa fome de diversão inteligente.
ONDE VER: Nos cinemas desde 11/4 |
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